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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Não aceitar o Brasil com suas diferenças é como “comer ovo e rotar caviar” (ou seja, o povo não pode ser só lembrado na hora do voto e depois descartado).

Não aceitar o Brasil com suas diferenças é como “comer ovo e rotar caviar” (ou seja, o povo não pode ser só lembrado na hora do voto e depois descartado).


"Vice de Bolsonaro defende nova Constituição sem Constituinte"  Boas palavras, é isso mesmo que nosso país precisa, uma nova constituição. A melhor proposta de um candidato para um país como o nosso, em que o povo parece longe da constituição vigente. Quando teve a tomada da Bastilha na França, logo em primeiro lugar foi dada ao povo o direito de fazer parte de um Estado com a participação de todos. 
Palavras que vai ao encontro de um discurso em 11/09/1991, (Semler), o qual já foi também parte de exercícios da Fuvest. Antes dele já houve quem olhasse para o povo de modo a terem como  brasileiros participantes de seu país. 



 Segundo o texto:

                                 
                         "Vivemos mais uma grave crise, repetitiva dentro do ciclo de graves crises que ocupa a energia desta nação. A frustração cresce e a desesperança não cede. Empresários empurrados à condição de liderança oficial se reúnem em eventos como este, para lamentar o estado de coisas. O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica pungente ou a auto-absolvição?  É da história do mundo que as elites nunca introduziram mudanças que favorecessem a sociedade como um todo. Estaríamos nos enganando se achássemos que estas lideranças empresariais aqui reunidas teriam a motivação para fazer a distribuição de poderes e rendas que uma nação equilibrada precisa ter. Aliás, é ingenuidade imaginar que a vontade de distribuir renda passe pelo empobrecimento da elite. É também ocioso pensar que nós, da tal elite, temos riqueza suficiente para distribuir. Faço sempre, para meu desânimo, a soma do faturamento das nossas mil maiores e melhores empresas, e chego a um número menor do que o faturamento de apenas duas empresas japonesas. Digamos, a Mitsubishi e mais um pouquinho. Sejamos francos. Em termos mundiais somos irrelevantes como potência econômica, mas ao mesmo tempo extremamente representativos como população. "  
("Discurso de Semler aos Empresários", FOLHA DE S. PAULO, 11/09/1991)"  



O Brasil precisa sim da participação do povo, e isso não se trata de ideia de esquerda em que alguns questionam quando se trata de colocar o povo no centro da questão. São esses ideais de patriotismo que o país precisa. O povo precisa ser brasileiro por inteiro.